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Como diria o saudoso e genial Bezerra da Silva… político brasileiro só vai deixar de ser corrupto quando morcego doar sangue, ou saci cruzar as pernas…

Sábias palavras. Deus o tenha.

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Meio que sem inspiração, mas sempre indignado com a quantidade de pizza endings no Brasil, achei por bem compartir esta poesia de Elisa Lucinda, que escutei num disco da Ana Carolina…

SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos
Quantas vezes minha esperança será posta à prova
Tudo isso que está ai no ar, malas, cuecas, que voam entupidas de dinheiro
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente
Para educar os meninos mais pobres que nós
Pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais

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Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz

Meu coração tá no escuro
A luz é simples
Regada ao conselho simples de meu pai
Minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam

Não roubarás!
Devolva o lápis do coleguinha
Esse apontador não é seu, minha filha

Pois bem, se mexeram comigo
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido
Então agora eu vou sacanear
Mais honesta ainda eu vou ficar
Só de sacanagem

Dirão, Deixa de ser boba,
desde Cabral que aqui todo mundo rouba
E eu vou dizer, Não importa, será esse o meu carnaval.
Vou confiar
Mais
E outra vez
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos
Vamos pagar limpo à quem a gente deve
E receber limpo do nosso fregüês

Com o tempo, a gente consegue ser livre
Ético e o escambal
Dirão, É inútil, todo mundo aqui é corrupto
Desde o primeiro homem que veio de Portugal

E eu direi, Não admito! Minha esperança é imortal!
E eu repito, Ouviram? I-M-O-R-T-A-L
Sei que não dá pra mudar o começo,
Mas se a gente quiser,
Vai dar pra mudar o final.

(Elisa Lucinda)

será? (V)

Publicado: agosto 30, 2007 em Comportamento, EUA, Gringuísses, Pessoal, Política, Sociedade, Vida

Será que eu tô virando gringo? Parte cinco. Acho que talvez. Um amigo americano me mandou esta piada, e eu achei engraçada. Será?

The new Secretary of Defense briefed the President this morning.

He told Bush that three Brazilian soldiers were killed in Iraq.

To everyone’s amazement, all the color drained from Bush’s face, then
he collapsed onto his desk, head in hands, visibly shaken, almost in

tears.

Finally, he composed himself and asked, “Just exactly how many is
a brazilian”?

 

Pam-pam-ram-pam-pammmm…………. pam-pam!

Se você não gostava do governo americano mas pensava que ele não podia te afetar diretamente porque você estava fora dos EUA, pense again. O Laboratório de Pesquisas da Força Aérea norteamericana iniciou silenciosamente um programa de US$ 40 milhões de dólares para não apenas monitorar, como para fisicamente (?) atacar websites de conteúdo considerado terrorista. A maneira em que seriam feitos os ataques não foi divulgada, pra variar, mas, depois de ver em ação Jack Bauer do seriado 24 Horas, acho que ninguém quer descobrir. Mais um passo à extrema direita de um governo que está negociando a renovação do Patriot Act (que aumenta o poder de invasão de privacidade da Casa Branca e está em ação desde 2001/02). A justificativa é que os websites e podcasts de orígem “terrorista” estão se tornando “cada vez mais profissionais” e se tornaram um risco para a Segurança Nacional, no mínimo no que se refere a bancos de dados governamentais. Ah, e por terrorista, Bush entende o que quiser. Inclusive você.

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(jack bauer wants YOU)

 

Leia a matéria que deu orígem a este post no site do USA Today de 28 de Março de 2007

Estava comentando agora há pouco no ótimo blog Exilio Involuntário sobre a relação dos americanos com o álcool. Aqui é estritamente respeitada a maioridade alcóolica, que chega aos 21 anos, idade em que a maioria dos brasileiros já se pós-graduou em pileques variados e está em pleno desenvolvimento de tese de PhD em alcoolismo consciente.

Aqui na Califórnia não se pode beber em público, não se pode levar garrafas de bebida aberta no carro (nem os passageiros), garrafas fechadas tem que ir no porta-malas, não existe o conceito de tomar uma na calçada, não se pode beber na praia. Com exceção da praia de Pacific Beach, em San Diego. Ali eu vi um dos espetáculos mais bizarros de minha experiência gringa. Centenas e centenas de college kids, frat people, party people e afins se amontoavam num pedaço largo de areia em que se pode tomar álcool. Uaaaau. Aqui pode beber. Resultado: pessoas usando Beer-Bongs (ver foto) na praia, passando vexame, entornando latinhas na sequência de latinhas, gritando besteira para os vizinhos, jogando a maldita bola de futebol americano em cima da galera, vomitando na areia num lindo dia ensolarado da Califórnia. Aaah. Então é por isso que é proibido beber na praia aqui. Por isso e pelo fato de que a família dos que morrem afogados embriagados costumam processar a cidade, o estado e a federação por deixar que seus filhos bebam perto do mar. Tá de brincadeira, né? Não tô não.

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(Beer Bong = despejar cerveja no funil e tomar tudo de uma vez) – não seria mais fácil tomar uma caipirinha?

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O lugar socialmente aceito para beber por aqui são os chamados Dive Bars, que são bares daqueles típicos que você vê em filmes ou nos Simpsons (foto abaixo), com mesa de bilhar e juke box, e, principalmente, sem janelas. Como se beber fosse algo tão feio que tem que ser feito dentro de ambientes fechados. Faz um pouco de sentido em partes mais frias do país, mas na Califórnia?? É muuuito raro você encontrar um bar que tenha mesas na calçada. Se tiver, tem que ter cercadinho em volta pra poder vender álcool. Eu, particularmente, procuro sempre bares ou restaurantes com pátio, assim dá pra beber ao ar livre. Mas, vou te falar, nada bate o churrasquinho regado a caipirinha e cerveja em cas a mesmo. Enquanto isso, na Vila Madalena, os bares estilo carioca e as mesinhas na calçada se multiplicam… (suspiro)

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Agora, algumas questões para os legisladores americanos:

  1. Você não pode beber até os 21 mas pode dirigir aos 16 e ir ao Iraque matar aos 17?
  2. Se você começasse a beber mais cedo, aos poucos, e sem culpa, você seria ainda tão bobo e perigoso ao beber quando chegasse aos 21?
  3. Me explica de novo qual o mal de se beber na calçada?

Essa história toda me deu uma sede…

Cansada dos políticos?

Chegou sabão em pó Prozac.

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engraçado?

Publicado: março 17, 2007 em Brasil, EUA, Política

Engraçado mesmo. O Bush, um dia antes de visitar o Brasil na semana passada pra pedir ajuda com o etanol, soltou um relatório sobre abusos de direitos humanos no Brasil. A reação oficial do governo Brasileiro foi de total rechaço às informações do documento.

Basicamente, a princípio, e por princípio, também discordo de relatório que não cita fontes, principalmente relatório patrocinado pela CIA, que de boazinha não tem nem o nome. Porém, alguns dos pontos desse relatório fazem sentido. Trabalho infantil, discriminação racial disfarçada, condições sub-humanas nas prisões. Faz sentido ou deve ser mentira? Óbviamente que quem tem Guantânamo, Abu-Graib e Walter Reed em seu currículo de administração de cadeias, não pode exatamente ser tomado como exemplo de direitos humanos. Mas não creio que isso lhes tire o direito de nos criticar.

Deveríamos aproveitar esse relatório e rediscutir alguns absurdos que a maioria dos brasileiros nem sabe que ainda existem no território Nacional. Ou mesmo abrir mais os olhos para os abusos da polícia militar, que ainda existe nem sei porquê. E, fala sério, a quantidade de crianças de rua em São Paulo só não é alarmante para os paulistanos, que estão acostumados e adaptados em seus carros de vidro fumê.

Não dá pra ser orgulhoso e não dar uma lida no relatório só porque vem dos americanos.

Mas que é engraçado que eles divulguem o documento um dia antes de uma viagem para o Brasil, isso é. É pura diplomacia hard-core.

Pense numa política de Big Stick.

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(foto acima – como diria F.D. Roosevelt: “Speak softly and carry a big stick. You will go far.”)

Abaixo, uma matéria sobre o assunto tirada do Herald Tribune Online, de 7 de Março:

SAO PAULO, Brazil: Brazil strongly rejected the U.S. government’s annual survey of human rights practices on Wednesday, saying it does not accept reports drawn up unilaterally.

The U.S. government’s report, released Tuesday — just days before President George W. Bush’s tour of five Latin American nations including Brazil — criticized human rights abuses in South America’s largest nation including poor prison conditions, beatings and torture of inmates, child labor in the informal economy, and discrimination against Indians and minorities. The report also said most human rights violators are never held accountable.

In a statement posed on its Web site, the Foreign Ministry said, “The Brazilian government does not recognize the legitimacy of reports elaborated unilaterally by countries that use domestic criteria that many times are politically motivated.”

The statement said Brazil has opened its doors to human rights representatives from the United Nations “and encourages other nations, including the United States, to adopt the same posture.”

The State Department’s report also cited other rights abuses including sexual abuse and other violence against children, as well as a sharp increase in the number of civilians killed by Sao Paulo state police last year as a response to gang violence and prison riots in South America’s biggest city.

Attacks orchestrated by the First Capital Command gang last year targeted police, government buildings, banks and public buses, killing nearly 200 people. Among the dead were police officers, prison guards, crime suspects, inmates and bystanders.

Tulio Kahn, head of the analysis and planning for the Sao Paulo state police, linked a rise in killings to the First Capital Command attacks and acknowledged that at least some were committed by revenge-seeking police officers.

Para ver o relatório completo no site do Departamento de Defesa dos EUA:

http://www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2006/78882.htm